O piloto chega para a etapa do fim de semana e se dirige direto aos boxes. Após cumprimentar todos os membros da equipe, pergunta como está o carro. “Fizemos tudo aquilo que combinamos da última vez”, diz o chefe da turma.
Vai à salinha exclusiva para se paramentar. Pouco tempo depois, já de macacão e capacete, entra no bólido e é afivelado por um dos mecânicos.
É hora de ir à pista.
O shakedown é a primeira atividade. Faz algumas voltas, entende o comportamento da sua máquina e retorna. “O que você sentiu?”, questiona o engenheiro, que ouve e anota tudo antes de chamar o mecânico-chefe para um bate-papo.
Algumas horas depois, chegou a vez do treino livre. Agora, o piloto está com o engenheiro no rádio. A cada curva, uma informação repassada. Ora por ele, ora para ele. Passam-se cinco, dez, quinze voltas e mais um retorno.
“Ficou melhor agora?”, pergunta o engenheiro. “Sim, mas ainda podemos melhorar”.
Enquanto os ajustes são feitos, senta-se na salinha para ter um tête-à-tête com o analista de dados. “Está vendo essa curva aqui?”, o profissional aponta para a tela e diz onde errou e como faz para melhorar.
Isso se repete uma, duas, três, quantas vezes forem necessárias. Porque ele quer o melhor de seu colega de equipe.
Vem a classificação.
Depois, as corridas.
A bandeira quadriculada é agitada. Mais uma etapa se encerrou.
Independente do resultado, a equipe está lá.
Por isso que o ditado “O automobilismo é o esporte individual mais coletivo que existe” é uma grande mentira.
Foto: VICAR/Marcelo Machado de Melo

