• A nova fase do Push to Cast

    A nova fase do Push to Cast

    O Push to Cast mudou. Não apenas na apresentação (ou layout, design, ou algum outro nome), mas em sua essência. Na verdade, não é bem uma “mudança”. Está mais para um retorno às origens.

    Senta que lá vem história

    Muito antes de surgir este canal, com este nome, eu já dava pitacos sobre o automobilismo em outra plataforma: o Medium. Era um caráter mais pessoal, mais (digamos) intimista.

    Algum tempo depois, criei um podcast, dessa vez com o nome Push to Cast. Durou cerca de seis meses, até eu ver que produzir um material desses exige muito tempo, muita energia e disposição. Daí veio a ideia de me voltar àquilo que sempre gostei: escrever.

    Aos poucos, o espaço cresceu. Comecei a cobrir o kart rental (ou kart indoor, ou kartismo amador, você escolhe o termo), conheci mais e mais pessoas. Criei um Instagram, com a proposta inicial de ser mais um bastidores e compartilhar novidades aqui e ali.

    Com mais visibilidade, mais responsabilidades (será?)

    Como o jornalismo está em minhas veias — sou jornalista por formação, função que comecei a exercer muito antes de entra na faculdade –, logo que o Campeonato Brasileiro de Kart foi realizado no Circuito Internacional Techspeed, em Nova Santa Rita (RS), aproveitei a oportunidade para me lançar com mais força a esse mundo.

    Daí para assessores me encontrarem foi um pulo. Muitos (muitos, mesmo) pedidos para publicar sobre seus pilotos, “dar aquela força”. Por já ter atuado na área, fiz isso — e não me arrependo.

    Só que, com o tempo, acabou se tornando algo desgastante demais.

    Recebe release, avalia se está de acordo com a linha editorial, adapta o texto, corrige a gramática quando necessário, retira o tom “publicitário”, edita imagem, faz as artes para o Instagram (feed e stories), compartilha, marca… Só de escrever esse parágrafo, já cansei.

    Não deu mais

    Foi justamente o cansaço mental dessa atividade que me fez diminuir o ritmo. Até porque eu percebi uma coisa: o pessoal ficou mal acostumado.

    Criei um financiamento coletivo no Apoia.Se, com um valor mínimo de R$ 10,00. Menos de meia-dúzia tirou a mão do bolso para contribuir. Era aquela coisa, né? Se o conteúdo é de graça, pra quê pagar?

    Percebi que algo não ficou claro: o Push to Cast não era um hobby; o Push to Cast sempre foi um trabalho.

    Até tentei vender anúncios, mas tirando o pessoal da Mittag Motores, todos os outros só diziam “Não”. Ou sequer respondiam a proposta.

    Não foi por falta de tentativa

    Teve seu lado bom também

    Fazer o verdadeiro jornalismo esportivo — isso é, com apuração, dedicação, ética e profissionalismo — me fez conhecer muitas pessoas importantes.

    Consegui um trabalho aqui e ali e, aos poucos, fui me “desapegando” do Push to Cast. Até chegar um momento de pensar se valia a pena continuar.

    A verdade é: por enquanto, vale.

    Os próximos passos

    Como dito no início do texto, volto às minhas raízes. A principal delas, a de escrever em blogs. Sempre gostei, tanto que escrevia textos aleatórios em um antigo blog na época da faculdade.

    Sem pressão por textos diários.

    Sem ficar naquelas de “Meu Deus! Não publiquei nenhum release hoje!”

    Sem Síndrome do Impostor.

    Simplesmente, aquela certeza de que tenho muito pitaco sério e importante e relevante para dar sobre esse esporte que amo tanto, chamado automobilismo brasileiro.

    Se você leu esse texto até aqui, o meu muito obrigado.

    Adorarei ter sua participação sempre (ainda mais agora, que os comentários serão abertos).

  • Empresas patrocinam projetos, não hobby

    Empresas patrocinam projetos, não hobby

    Seja no kart ou nos carros, uma boa parte dos competidores tem boa remuneração e consegue reservar parte dela para investir no esporte que tanto ama

    “Hobby
    Substantivo masculino
    Atividade exercida exclusivamente como forma de lazer, distração; passatempo.

    Oxford Languages”

    Talvez você não saiba, mas, para muitos, o automobilismo é um hobby.

    Não acredita? Então, faça esse exerício: ao assistir in loco uma corrida e visitar os boxes, analise quantos pilotos e pilotas ali investem o próprio dinheiro – ou da família – para competir.

    Seja no kart ou nos carros (principalmente os campeonatos regionais), uma boa parte faz isso. Reserva uma parte do salário, encontra uma equipe e pronto. Ou seja: têm profissão (normalmente bem remunerada), permitindo competir no esporte que amam.

    Exemplos não faltam.

    • Edu Guedes (Porsche Cup): chef de cozinha e apresentador
    • Carlos SG (Kart e dono da SG28 Racing): empresário
    • Walter Salles (competiu no extinto Brasileiro de GT): cineasta e herdeiro dos donos de um banco
    • Paulo Muzy (Porsche Cup): médico esportivo
    • Lucas Lucco (Porsche Cup): cantor
    • Rômulo Estrela (Kart): ator

    Sem contar aquelas categorias conhecidas por serem destinadas aos ditos gentlemen drivers, como a Fórmula eVolution.

    No caso de crianças e adolescentes, o que muda é a fonte. Os recursos costumam vir dos pais, de familiares ou de amigos. Muitos desses têm empresas com um bom retorno financeiro – ou empregos com uma boa remuneração.

    Situações como essa comprovam que o esporte a motor é uma forma de passatempo. E não há nada de errado nisso. Assim como existem os campeonatos amadores de skate, de futebol e por aí vai, por que seria diferente nessa modalidade?

    Não é hobby para mim”

    Sei que colocar o automobilismo e o kartismo como uma forma de se divertir pode gerar algum incômodo. Muitos querem construir uma carreira – para si ou para seus filhos ou suas filhas.

    Se esse for o seu caso, está na hora de “virar a chavinha”. Precisa parar de “pedir ajuda para seguir com sonho” e começar a trabalhar de maneira séria, com os mesmos foco e disciplina empregados nos treinos e nas corridas.

    Afinal, empresários não investem em passatempos.

    O que os patrocinadores querem

    Nesta reportagem, contei um pouco sobre isso. Se você não leu, sugiro que leia, porque tem muita dica interessante.

    Uma delas se trata sobre um dos maiores erros que pilotos (ou seus familiares) cometem quando o assunto é buscar um patrocinador: pensar apenas na exposição. Essa necessidade poderia ser nos primórdios da profissionalização do autobilismo, mas agora é muito diferente.

    Muitas empresas já estão com suas marcas consolidadas. Por isso, estampar o logo no macacão e no kart ou carro pode não ser de interesse delas.

    “Mas o que elas querem então?”, você pode se perguntar.

    Não sei, mas seguem algumas possibilidades:

    • Aumentar o número de franqueados
    • Estreitar relacionamento com fornecedores ou colaboradores
    • Aumentar o awareness (em bom português, “reconhecimento/conscientização de marca”)
    • Vender mais produtos/serviços
    • Mostrar seus produtos sendo usados em um esporte de alto rendimento

    Além destes, existem muitas outras.

    Cabe a você reservar um tempo para pesquisar mais sobre a empresa que quer negociar e descobrir o que ela precisa. Porque o patrocínio não é sobre você: é sobre o patrocinador. E muitos veem o automobilismo como uma plataforma de negócios.

    Viu por que você tem que parar de pedir ajuda para realizar seu sonho?

    Pisa fundo

    Estude sobre marketing esportivo.

    Invista seu tempo para conhecer mais a área.

    Os portais Máquina do Esporte e Poder Sports Mkt e o podcast “Patrocinei!” são ótimos pontos de partida. Caso goste de livros, tem o do Ivan Martinho. É simples, objetivo e direto.

    Ao ter esse conhecimento, você vai parar de buscar “modelos de proposta de patrocínio” no Google. Quem sabe, ao “virar a chavinha”, consiga se tornar seu sonho realidade.

  • Pare de pedir ajuda para realizar seu sonho

    Pare de pedir ajuda para realizar seu sonho

    Empresas não são instituições filantrópicas para oferecer ajuda. Todas têm metas a cumprir e patrocinar pilotos é apenas uma forma de alcançá-las.

    Volta e meia, abro o meu Instagram e vejo posts de jovens kartistas praticamente suplicando por uma chance de seguir carreira no esporte. São vaquinhas online, apelos para empresários, e por aí vai. Isso me sensibiliza, realmente.

    Primeiro, porque entendo. Eu mesmo já fiz isso quando, ainda adolescente, queria ser um piloto profissional. Na época, sem as redes sociais, pesquisava na internet por modelos de “propostas de patrocínio” e os adaptava à minha realidade.

    Deu certo? Não.

    Desisti? Sim.

    Hoje, olhando para trás, faria tudo diferente. Não pediria mais ajuda, porque sei que muitas empresas não veem isso com bons olhos. Elas não são instituições filantrópicas, que separam uma verba para auxiliar alguém e pronto. Todas têm suas metas a bater e o patrocínio é uma das formas de se alcançar esse objetivo.

    Por isso, quem pretende seguir a carreira de piloto precisa mudar a forma como busca esses investimentos. Nesta reportagem, mostramos que o retorno ao patrocinador vai além da “exposição” no macacão, no kart e nas redes sociais.

    Como disse Alex Striler, consultor de patrocínio nos EUA: “Quando encontrar um patrocinador, pense como uma pessoa de marketing que trabalha para a empresa. O que essa empresa precisa para vender seus produtos ou serviços? Se você estivesse no departamento de marketing dela, o que você faria?

    Ou seja, quem pede patrocínio precisa ser um parceiro comercial da empresa. Não deve apenas pilotar (seu sonho) ou pensar em sua carreira (seu objetivo), mas também em garantir o retorno daqueles que investiram nesse projeto.

    Porque, sim, patrocínio é investimento e investimentos devem dar retorno aos investidores. Do contrário, tchau patrocínio.

    Uma realidade dura, mas que precisa ser dita e assimilada.

    Por isso, pare de pedir ajuda para realizar seu sonho. Veja sua história nas pistas como um negócio, que é bom para você e, também, para quem se dispõe a investir em você.

    Vai dar trabalho? Sim. Mas, quem sabe, seja o ponto de virada para que o kartismo deixe de ser um hobby e se torne o seu trabalho.

  • Precisamos falar sobre o “New Generation” da BRB Stock Car Pro Series

    Precisamos falar sobre o “New Generation” da BRB Stock Car Pro Series

    Excesso de problemas de confiabilidade nos novos carros da principal categoria do automobilismo brasileiro provocou a ira de pilotos, que se tornam cada vez mais vocais

    A temporada 2025 da BRB Stock Car Pro Series prometia muito debate acalorado, mas não da maneira que eu esperava. Acreditava que o foco seria a adoção dos modelos SUV a partir deste ano, em uma clara visão de atender o mercado automobilístico nacional.

    Dessa forma, pensei em uma “briga” entre os defensores dos modelos sedãs – usados desde a estreia da categoria, em 1979 – e os que acreditam que o esporte a motor também é um negócio (grupo do qual faço parte).

    Mas, como diz o Cumpádi Washington da banda É o Tchan!: “Sabe de nada, inocente.”

    Todas as expectativas inicias ficaram para trás na primeira etapa da categoria, marcada entre os dias 2 e 4 de maio. Desde o início dos treinos, a “new generation” de bólidos entregou uma série de problemas a pilotos e equipes no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).

    Para não atrapalhar muito o show, a programação foi alterada, o uso do push-to-pass desativado e a implantação do DRS adiada por tempo indeterminado.

    Porém, o que se viu foi uma série de falta de confiabilidade, principalmente em relação ao turbo dos novos carros. Agora, a pergunta era se tudo estaria resolvido na etapa seguinte, no fim de maio, no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel (PR).

    A resposta foi um sonoro “não”. Porque, mais uma vez, diversas quebras ocorreram no circuito paranaense – que também contou com a corrida Sprint, cancelada na etapa inaugural. Com o acúmulo de frustrações, os pilotos foram mais vocais em suas reclamações.

    Por exemplo, Felipe Massa (TMG Racing) e Bruno Baptista (RCM Motorsport) foram punidos pela organização por “comentários desprestigiosos à categoria”. Além disso, Rodrigo Lemonato, do Splash and Go, fez este post no Instagram, trazendo mais profundo: alguns chefes de equipe, sob anonimato, falaram sobre discrepâncias entre os chassis, com diferenças de peso, desempenho e velocidade.

    Não que isso comprove algo, mas o que se viu nas três corridas realizadas em maio foi um domínio das bolhas Mitsubishi Eclipse Cross ante os Chevrolet Tracker e Toyota Corolla Cross. Tanto que a BRB Stock Car Pro Series promoveu o famoso BoP (“Balance of Performance”, ou “Equilíbrio de Desempenho”, em tradução livre) para a terceira etapa, realizada no entre 6 e 8 de junho, no Autódromo do Velopark, em Nova Santa Rita (RS).

    Só que, mais uma vez, a falta de confiabilidade veio à tona. Como trouxemos aqui, o atual tricampeão da categoria, Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel), e o piloto-dono de equipe Átila Abreu (Scuderia Bandeiras) sequer largaram na corrida Sprint no circuito gaúcho.

    Lógico, a revolta veio em cheio. Nem mesmo a mudança da prova principal acalmou os ânimos. Novamente, as quebras chamaram a atenção, e os pilotos colocaram a boca no trombone. Um deles foi Casagrande, fazendo o trocadilho “Stop Car”.

    Uma coisa a gente precisa ter em mente: toda grande mudança costuma trazer alguns problemas. Como esquecer do porpoising nos carros da Fórmula 1, com o retorno do efeito-solo? Ou dos problemas de confiabilidade quando a NASCAR resolveu trocar seus chassis?

    O importante, a partir de agora, é sentar com todos os envolvidos e buscar formas de contornar os problemas. E, tenho certeza, uma categoria profissional como a BRB Stock Car Pro Series vai conseguir. Só resta saber quando.

  • Como se diferenciar na busca por patrocínio

    Como se diferenciar na busca por patrocínio

    Conquistar uma empresa para investir em seu sonho não é fácil, mas não é uma tarefa impossível. O importante – além de não desistir – é fazer diferente da maioria. E é isso que trouxemos nessa reportagem especial.

    A história se repete todos os anos. Pilotos e suas famílias traçam os objetivos da próxima temporada, estimam os custos e, muitas vezes, o sinal de alerta vem: como bancar um ano inteiro de competições sem ter os recursos necessários?

    É nesse ponto que, às vezes – como disse Giovanni Minardi neste texto –, o sonho pode se tornar um pesadelo.

    Para contornar a situação, muitos buscam apoio de amigos. Eles ajudam com uma verba aqui e outra ali em troca de uma exposição da marca de suas empresas (normalmente, pequenos negócios) na carenagem do kart, no macacão, no capacete e nas redes sociais. Mesmo assim, o valor tende a ser insuficiente.

    Daí a necessidade dos patrocínios. Muitos aproveitam a presença de Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, um piloto que saiu do kart, para mostrar às empresas a importância de investir na base do esporte a motor. O argumento é quase sempre o mesmo: o aumento da visibilidade da empresa.

    Mas, será que é isso que os departamentos de marketing das empresas querem?

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  • Bia Figueiredo: “O nosso foco é inspirar e aumentar a base do kartismo”

    Bia Figueiredo: “O nosso foco é inspirar e aumentar a base do kartismo”

    Nesta entrevista exclusiva, Bia Figueiredo fala sobre a atuação da Comissão Feminina de Automobilismo e os projetos para fomentar a participação feminina no kartismo nacional

    Em janeiro de 2023, o Brasil deu um passo para fortalecer a presença das mulheres no automobilismo nacional. Na ocasião, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) criou a Comissão Feminina de Automobilismo (CFA) e nomeou a pilota Ana Beatriz Figueiredo, mais conhecida como “Bia Figueiredo”, como presidente.

    Mais um pioneirismo na trajetória dessa pilota acostumada a fazer história. Afinal, Bia foi a primeira mulher a vencer uma prova na então Indy Lights (atual Indy NXT), em 2008, a primeira brasileira a competir na Fórmula Indy, em 2010, e, neste último domingo (18), se tornou a primeira mulher a conquistar um título na Copa Truck, na categoria Super Truck Elite.

    Sob sua liderança, a CFA trabalha de diversas formas para aumentar a participação das mulheres no esporte a motor nacional. Da criação da Seletiva de Kart FIA Girls on Track e de uma equipe feminina na Mit Cup, a comissão vai além das pistas: também dá a oportunidade para meninas e mulheres conhecerem outras áreas do automobilismo, da engenharia e mecânica até à comunicação e setores administrativos.

    Nada disso é feito só por ela. Ao seu lado, estão Bruna Frazão, especialista em marketing esportivo, e Rachel Loh, engenheira que atua em diversas categorias. “São meus braços direito e esquerdo, que conseguem fazer tudo acontecer”.

    Nesta entrevista, convidamos você a conhecer um pouco mais sobre o trabalho da CFA e como a comissão pretende aumentar o número de mulheres no automobilismo e, claro, no kartismo nacionais. Porque, como ela mesmo diz: “A gente tendo mais meninas no kart significa que tem mais chances de elas subirem para o automobilismo e para grandes categorias do mundo.”

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  • De volta às pistas 16 anos depois

    De volta às pistas 16 anos depois

    Foram necessárias quase duas décadas de distância para que o editor do Push to Cast sentisse o prazer de andar de kart rental novamente

    Dezesseis anos, sete meses e oito dias. Este é o tempo que separa 29 de março de 2008, a última vez que havia pilotado um kart e 10 de novembro de 2024, quando acabei com esse longo hiato longe de uma das atividades que mais gosto de fazer: pilotar.

    Foram necessários 6.070 dias para que pudesse me reencontrar com esse pequeno monoposto de motor estacionário quatro tempos, envolto em uma proteção de borracha reforçada, a 218 quilômetros longe do Circuito Internacional Techspeed – então chamado de Kartódromo do Velopark, em Nova Santa Rita (RS), pais precisamente no Kartódromo Dante Roveda, em Vacaria, região Nordeste do Estado.

    Não foi por acaso.

    Desde o fim do ano passado, quando cobri a final do Campeonato Gaúcho de Kart em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, meus laços com o kartismo profissional se estreitaram. Foi lá que conheci Jean Picolotto, então gestor do Serra Kart Racing (SKR), competição de kart rental que usava as dependências do Kartódromo César Francischini, em Farroupilha, na Serra gaúcha.

    Ele me apresentou a um ícone da modalidade: Cesar Mittag, preparador de motores de kart dois tempos, criador da Mittag Motores, chefe da equipe Mittag Racing e proprietário da ProKart Indoor. Conversamos bastante sobre kart, automobilismo virtual, e outras coisas além do esporte a motor.

    Chegou 2024, o Push to Cast mudou seu foco para a cobertura do kart próprio nacional, especialmente estadual, e, com isso, veio o reconhecimento que, 8.741.460 entre o distante 29 de março de 2008 e o recente 10 de novembro de 2024, motivou a escrita deste texto.

    Pois, só quem sabe como é ficar tanto tempo sem poder fazer aquilo que ama entende o que relatarei a seguir.

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  • Carol Nunes: a representatividade trans no automobilismo nacional

    Carol Nunes: a representatividade trans no automobilismo nacional

    Carol Nunes é empreendedora, pilota e uma inspiração para toda uma comunidade que luta diariamente pelo reconhecimento de seus direitos

    “Ainda não tenho tanta dimensão da minha importância.” É assim que Carol Nunes, 32 anos, reflete sobre sua trajetória no automobilismo nacional. Conhecida Brasil afora pela transformação que fez em seu Ford Fusion, Carol começa a se tornar algo que, talvez, nunca tenha imaginado: a representatividade das pessoas transexuais no automobilismo – um esporte, como se sabe, composto majoritariamente por homens.

    “Quanto mais recebo relatos de pessoas dizendo que se inspiram em mim e me têm como referência para a vida delas, e que estou abrindo as portas a elas, inclusive no automobilismo, isso me dá um pouco de noção do quanto tenho sido importante pra essa comunidade”, revela esta paulista, nascida e criada em São Paulo, e apoiada por Drax Sports, Gedson Castro Comunicações, Fix Fibra, RS Performance, Winner Eletric e Oficina do Quintano.

    Abrir este espaço a Carol Nunes é mais do que divulgar sua trajetória como empreendedora do ramo de splitters e acessórios automotivos ou como pilota (o que, por si só, já é um grande feito). Trazê-la nesta entrevista é mostrar que o esporte a motor também pertence à comunidade LGBTQIA+, não apenas como fãs, mas como protagonista.

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  • Pró-Esporte RS: três projetos de automobilismo contemplados em 2024

    Pró-Esporte RS: três projetos de automobilismo contemplados em 2024

    Número é inferior a 4% dos 80 projetos da modalidade inscritos no programa e gera dúvidas em pais e pilotos. Diretor do setor responsável explica critérios de seleção

    O esporte a motor é caro. Todos que decidem acelerar no asfalto ou na terra sabem. Mas, isso não é para todos: muitos desistem do sonho de ser piloto profissional muito antes de começar, justamente pela falta de recursos mínimos para arcar com os custos básicos da modalidade.

    Não tem como ser diferente. Faz parte da natureza do esporte. Ao contrário do futebol, basquete, vôlei ou outros esportes coletivos, os equipamentos básicos para começar os trabalhos exige um alto grau de investimento.

    Por exemplo, um kart novo para um piloto adulto não sai por menos de R$ 20 mil. Um usado – e decente – não sai por menos de R$ 10.000,00. Sem contar os custos com jogos de pneus, motor, local para alocar o kart e reserva de pista para treinar.

    Tudo isso para falar de treino.

    Porque, quando o assunto é competir, a situação fica muito mais complicada.

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  • “A CBA tem muito a contribuir”, diz Rubens Carcasci, da CNK

    “A CBA tem muito a contribuir”, diz Rubens Carcasci, da CNK

    Rubens Carcasci, presidente da Comissão Nacional de Kart (CNK) da CBA, falou com exclusividade para o Push to Cast

    O lançamento do programa “Arrive & Drive” (“Chegue e pilote”, em tradução livre) pela Federação Internacional do Automobilismo (FIA) gerou muitas expectativas nos praticantes do kart rental, mas, ao mesmo tempo, dúvidas em relação à iniciativa.

    Há quem veja a novidade com bons olhos, como no exemplo abaixo.

    Já outros, ficam na dúvida: qual o real benefício de competições de kart rental homologadas pela Confederação Nacional de Automobilismo (CBA) e federações?

    Atento a isso, o Push to Cast conversou com exclusividade com Rubens Carcasci, presidente da Comissão Nacional de Kart (CNK) da CBA. Com respostas francas e diretas, o dirigente máximo do kartismo no País falou sobre como a entidade contribuir com as competições de kart rental Brasil afora.

    Um exemplo é a possibilidade de uma Seletiva para a FIA Motorsport Games, competição que reúne diversas categorias homologadas pela entidade mundial.

    A seguir, confira a entrevista com Carcasci sobre a plataforma Arrive & Drive.

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