Troféu Ayrton Senna 2024 conhece seus 11 campeões

Competição é a única no mundo autorizada a levar o nome do tricampeão mundial de Fórmula 1

Kartódromo Speed Park - Divulgação
Pilotos aproveitaram para conhecer o palco do 59º Campeonato Brasileiro de Kart (Foto: Divulgação)

Mais de 150 colocaram suas habilidades à prova neste sábado (8), no Kartódromo Speed Park, em Birigui (SP). Distribuídos em 11 categorias, todos foram ao complexo esportivo – que também será sede do Grupo 1 do 59º Campeonato Brasileiro de Kart – com apenas um objetivo: levantar o troféu de campeão do 3º Troféu Ayrton Senna, o único certame no mundo que leva o nome do tricampeão mundial.

E o que não faltou foi disputa na maioria das categorias. Os resultados, entretanto, são extraoficiais.

Mirim

Entre as que teve intensas brigas por posições foi logo a primeira classe a ir para a pista, a Mirim. Com 11 pilotos inscritos, viu Rodrigo Ginato largar na pole position, após obter o melhor resultado na soma das classificatórias 1 e 2, realizadas na sexta-feira (6).

Entretanto, ele não teve vida fácil. Ao longo das 15 voltas, Ginato viu os adversários Gustavo Trevisan e Joaquim Fronza não medirem esforços para assumir a ponta. Houve bastante troca de posição entre os três, com todos tendo o gostinho de virar algumas voltas na liderança.

Entretanto, na pista, Ginato se deu a melhor e cruzou a linha de chegada na frente de Trevisan e Fronza, os segundo e terceiro colocados, respectivamente. Entretanto, viu o título escapar após levar uma punição.

Com isso, Trevisan subiu ao lugar mais alto do pódio, seguido de Fronza. Ginato ficou no terceiro posto.

Cadete

A categoria seguinte já contou com muito mais pilotos: 23 inscritos na Cadete. Murilo Prado foi o pole position, mesmo não vencendo nenhuma das duas classificatórias disputadas no dia anterior.

O que se viu na pista foi pilotos com muita gana – e ansiedade – para conquistar posições, principalmente do meio para o fim do grid. Quem não tinha nada a ver com isso eram Prado, Victor Loose, Benício Abdalla e João Guilherme Malta, que estavam sempre entre os primeiros.

Porém, as disputas por posições foram intensas e, no oitavo giro dos 15 programados, os dez primeiros estavam praticamente juntos, com apenas dois segundos de diferença. Neste momento, Abdalla estava em primeiro, seguido de Malta e de Loose.

Com o passar do tempo, novos pelotões foram formados. Na 13ª volta, sete pilotos procuravam a vitória. Quem se deu melhor foi João Guilherme Malta, que venceu com 0,7s de vantagem sobre Álvaro Medeiros, o segundo. Murilo Prado chegou em terceiro, a 40 milésimos de segundo do vice-campeão.

F4 Júnior

Com 18 pilotos inscritos, a categoria F4 Júnior prometia muitas disputas. Mesmo com o domínio de Paulo Willemann na sexta-feira, quando venceu as duas classificatórias, conquistando, assim, o direito de largar na primeira colocação.

Logo na primeira volta, conseguiu abrir um pouco de vantagem. Atrás dele, Leonardo Ramires e Eduardo Pagliaro buscavam se aproximar, mas nem sempre conseguiam, pois disputavam posições. Com problemas no kart, Ramires caiu algumas posições, permitindo a passagem de Pagliaro e Rick Gottems.

Tudo mudou na 5ª volta, quando foi acionada a bandeira vermelha. Isso porque o médico responsável estava em atendimento, e o regulamento internacional impede a continuidade da prova quando isso acontece. Com isso, o posicionamento retornou ao que estava no 4º giro e a bateria final teve uma volta descontada.

No retorno das atividades, Willemann conseguiu manter a posição e ficou aliviado ao ver Pagliaro perder a vice-liderança para Davi Alkmin. Samuel Santiago, por sua vez, já havia escalado seis posições e ocupava a quarta neste momento.

Ao ver Alkmin pressionar Willemann, Santiago se aproveitou e se aproximou logo depois de deixar Pagliaro e Gottems para trás. Pouco depois, ultrapassou Willemann – que agora estava em segundo – e partiu para cima de Alkmin.

No 10º giro, Santiago assumiu a liderança e só restou administrar, enquanto os adversários brigavam para ver quem chegaria em segundo. No fim, Samuel Santiago chegou em primeiro, com 2,6 segundos de vantagem para Rick Gottems. Paulo Willemann até chegou em terceiro, mas foi punido e nem ao pódio foi. Com isso, Davi Alkmin fechou na terceira posição.

F4 Sprinter

Destinada aos pilotos novatos, a F4 Sprinter contou com 9 pilotos. E, assim como na F4 Júnior, a pole position não ficou nem com João Carlos Murari nem com Pedro Cerdeira, os vencedores das classificatórias 1 e 2 realizadas no dia anterior. A posição de honra ficou com Miguel Augusto Subtil.

Mas, não se deixe enganar com o pequeno número de pilotos. A tônica desta final foi a disputa em todas as voltas. Mesmo com Subtil abrindo 0,8 segundo de diferença na primeira volta, ele não teve facilidade. Isso porque os demais pilotos faziam de tudo para se aproximar.

Em três voltas, a distância entre Subtil, Cerdeira e Murari era de menos de 7 décimos de segundo. Havia variações em cada setor, ora para mais, ora para menos. Na volta seguinte, Murari assumiu o segundo lugar, e os três primeiros estavam apenas meio segundo distantes um do outro.

Nesta hora, o segundo e o terceiro colocados resolveram trabalhar com a estratégia: usarem o vácuo para chegarem em Subtil. Deu certo, pois na oitava volta já estavam a menos de 3 décimos de distância para o líder – chegando a ficar a 0,16s.

Precisamente na volta 13, Murari assumiu a liderança, mas não por muito tempo. No fim da prova, Subtil reassumiu a liderança, cruzando a linha de chegada a 0,318 segundo à frente de Cerdeira. Murari ficou apenas na terceira posição. Quem se deu bem na prova foi Anna Luiza Pimpão: oitava colocada, viu dois adversários serem punidos e subiu ao pódio no sexto posto.

F4 Graduados

Vinte e um pilotos alinharam para a prova decisiva na categoria F4 Graduados, e quem largou na pole position foi Murilo Fiore, que também venceu a primeira classificatória. E, assim com a maioria das finais anteriores, teve bastante disputa.

Heitor Farias, vencedor da classificatória 2, Guilherme Forcolin e Nicolas Loretti estavam em 2º, 3º e 4º respectivamente, de olho na liderança. Com este objetivo, eles não pouparam equipamento e muito menos riscos: a cada brecha aberta, uma ultrapassagem.

Foi numa destas que Fiore caiu de primeiro para a quarta colocação e Farias assumiu a liderança. Voltas depois, foi a vez de Farias abrir demais e permitir a ultrapassagem de vários adversários, caindo para quinto. Gabriel Fernandes, que nem havia sido citado até aqui, já era o líder.

Só que, quando tem muita disputa, os de trás começam a se aproximar. Essa foi a estratégia de Rafael Croce. Largando em 13º, já estava em 2º na sétima posição na volta 7. Duas depois, já estava em primeiro, abrindo uma boa vantagem para os demais.

Farias, Fiore e Cruz se engalfinhavam. Porém, enquanto Fiore estudava o bote sobre Farias, viu o adversário abandonar por um problema no kart. Restava, agora, aceitar a segunda posição e se defender de Cruz.

Não deu certo e foi ultrapassado logo depois. Assim, Rafael Croce venceu a prova na pista, mas não levou o caneco. Em decorrência de uma punição, caiu para a quarta colocação. Dessa forma, Samuel Cruz foi declarado campeão, com Murilo Fiore em segundo e Gabriel Fernandes em terceiro.

OK FIA Júnior

Domínio é a palavra certa para esta categoria. Isso porque Theo Salomão não tomou conhecimento de seus nove adversários e venceu as duas classificatórias e também a final da categoria.

Logo na largada, o piloto se manteve na liderança. Até recebeu uma pressão de Leo Ramires, mas não por muito tempo. O kartista teve um pequeno erro na saída do grampo e viu o líder abrir mais de um segundo.

Com isso, só restou a Salomão administrar a vantagem, enquanto Ramires se defendia de Pedro Lima e de Francisco Camilo. Esses três, aliás, sempre buscavam a melhor hora para ultrapassar. Às vezes com sucesso, outras vezes não.

Na volta 4, Camilo ultrapassa Ramires, que também perdeu posição para Pedro Lima. Camilo aproveita e abre 1,1s de vantagem em questão de duas voltas. Na volta 8, tudo ficou mais calmo, e parecia ser assim até o fim.

Ledo engano. Pedro Lima logo chegou em Francisco Camilo e começou a pressionar. Conseguiu uma ultrapassagem no mergulho e Ramires aproveitou para ir junto. Camilo perdeu fôlego e viu Felipe Sanches se aproximar.

Mas, quem imaginava uma disputa pela vice-liderança, se frustrou. Pedro Lima, aos poucos, conseguiu se distanciar de Leo Ramires. Salomão se sagrou o campeão, Ramires Lima o vice e Ramires o terceiro.

OK FIA

Apenas sete pilotos disputaram a final da corrida. Assim como na F4 Graduados, Murilo Fiore foi o pole position, já que havia ganhado a classificatória 1. André Nicastro venceu a classificatória 2.

Fiore também não teve vida fácil. Viu lucas Mouro ficar em seu encalço desde o início. João Maranhão logo passou André Nicastro, que havia largado em terceiro, enquanto Heitor Farias se mantinha na quinta colocação.

Algumas trocas de posição aqui e ali, e Nicastro assumiu a terceira posição. Lucas Moura já estava na liderança e na volta 3 já abria uma certa vantagem, mas não o suficiente para impedir ataque do adversário.

Farias começou a mostrar as suas garras e, pouco tempo depois, já ocupava a terceira posição. Depois disso, a categoria começa a dar sinais de ficar assim por um bom tempo. Havia algumas disputas no fundo do pelotão, mas nada emocionante.

Após completar vinte giros, Lucas Mouras terminou na primeira posição, a 2,4 segundos de distância de Murilo Fiore. Heitor Farias fechou em terceiro. Não houve punição.

Mini 2T

Com dez pilotos inscritos e motores mais potentes, era de se esperar uma corrida para lá de disputada, não é mesmo? ERRADO!

Isso porque o piloto Rafael Guimarães simplesmente varreu o fim de semana da categoria no Troféu Ayrton Senna. Além de vencer as duas classificatórias, mostrou aos adversários quem tem o domínio deste tipo de kart e encerrou a competição com um domínio absurdo, abrindo 14 segundos de vantagem para o segundo colocado.

Com isso, as disputas ficaram para as posições intermediárias, pois Davi Honório também não teve muitos problemas para finalizar com o vice, a sete segundos de vantagem para o terceiro colocado, assim como Vinicius Gabriel da Silva, que ultrapassou cinco adversários e em duas voltas já estava em terceiro.

As quinze voltas da categoria foram praticamente assim, com os três primeiros sendo Guimarães, Honório e Silva.

F4 Sênior

A divisão com mais pilotos inscritos – 33 no total – era certa que teria muita confusão. Mas não para Bruno Grigatti que, assim como Guimarães na Mini 2T, dominou o fim de semana. Além das vitórias nas duas classificatórias, não teve dificuldades para se manter em primeiro lugar ao longo das 16 voltas da bateria final.

Então, coube ao público aceitar a disputa pela vice-liderança, que ficou intensa. Nas primeiras voltas, Luciano Garcia era o segundo, seguido de Roberto Castro. Vinicios Corbo era o quarto, sempre comboiando.

Já atrás, estava a briga mais forte, às vezes com alguns sustos desnecessários. Como quando um incidente entre quatro pilotos quase terminou em um acidente mais grave. Isso porque um piloto, revoltado com a situação, saiu do seu kart que estava na pista. Contou com a sorte de outro competidor desviar a tempo.

Tirando isso, o ritmo estava frenético. Garcia, antes da última curva, foi para a grama e caiu da segunda para a oitava colocação. Vinícios Corbo assumiu o segundo posto, com Roberto Carlos logo em seguida.

E lembra das provas mais recentes? Aconteceu o mesmo com essa: Grigatti venceu sem dificuldades, com Corbo em segundo e Castro terminando em terceiro.

F4 Super Sênior e F4 Super Sênior Master

A última final do dia também foi a única que reuniu duas categorias na pista. Dos 24 pilotos inscritos, 17 alinharam pela F4 Super Sênior e 7 pela F4 Super Sênior Master. E Gustavo Rey, da Super Sênior, largou na pole position – mesmo não vencendo nenhuma classificatória. Na Super Sênior Master, a posição de honra ficou com Mauro Padovesi (que venceu a classificatória 1 da bateria).

Agora, ao contrário das últimas duas provas do dia, estas duas divisões deram divertimento ao público. Um dos motivos foi Rey, que não aguentou a pressão de Alex Grigoletto e perdeu a liderança ao fim da primeira volta. Um giro depois, Rodolfo Signoretti foi ultrapassado por Tiago Kastner, caindo para a quarta posição.

Durante um bom tempo, os cinco primeiros se mantiveram a menos de 1 segundo de diferença. Foi com dessa pequena diferença que Rey se aproveitou para ultrapassar o então líder, Grigoletto, na volta quatro. O que Grigoletto não esperava era a sanha de Kastner, aproveitando-se da brecha para assumir a segunda posição. Não bastasse isso, Signoretti também viu a oportunidade e não a deixou escapar.

Só que, enquanto Rey abria distância, os demais quiseram disputar posição. Dessa forma, ficou fácil para Grigoletto se recuperar. Tanto que ele ultrapassou Signoretti e Kastner ao mesmo tempo na volta de número 7, mas não conseguiu imprimir o mesmo ritmo do líder.

Pouco tempo depois, Kastner logo chegou em seu encalço e ensaiou algumas tentativas de ultrapassagem, mas sem sucesso. No fim, Rey terminou em primeiro, com Grigoletto em segundo e Kastner em terceiro. Porém, sofreu uma penalização e viu o título cair no colo de Grigoletto.

Já na F4 Super Sênior Master, o título ficou com Miguel Subtil Filho, seguido de Carlos Murari Jr. e de José Neto.

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